terça-feira, 17 de julho de 2018

uma delícia portuguesa, com certeza...

17  Julho  2018  Terça


Maravilha participar da revista Eisfluências, de Junho de 2018, em Portugal!
Gratidão, Carminho e Henrique!!!!


JUNHOde 2018
Ano VIII - Número LII


 
Tânia Diniz
 
 
DESAMADA
Tânia Diniz

Chega!!! Chega de romance.
Amor agora só free lance!

Tânia Diniz
Belo Horizonte- MG - Brasil
www.mulheresemergentes.com
Tania@mulheresemergentes.com
 

domingo, 15 de julho de 2018

Alegria todo dia!

15 de Julho  de  2018    Domingo

Bom restinho de final de semana, queridos!

Alegria recebida do amigo João Camilo, da Câmara Mineira do Livro, publicada no dia 09.07.18 :

Você conhece o trabalho da convidada desta semana, ou por ter lido nossa entrevista com ela ou simplesmente, por conhecer o Mulheres Emergentes. Agora é hora de conhecer um pouco mais da poeta Tania Diniz, no Bibliófilos Mineiros desta  semana.  #bibliófilosmineiros #cml#tâniadiniz #bashô #leminski #isabelallende #chimamandangoziadichie#rubensjardim #garcíamárquez #matusálemdiasdemoura

CAMARAMINEIRADOLIVRO.COM.BR
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Tânia:
Livro de cabeceira: Não tenho um livro de cabeceira por que sempre amei ler e li demais e gostei de inúmeros.  Mas costumo reler, há tempos, o livro “Bashô, A lágrima do peixe”, de Paulo Leminski, da editora Brasiliense, bem antiguinho (rs) mas estudo haicai sempre que posso.
Livro que você mais gostou de ler: Gostei de ler muitos livros, mas me lembro agora de “A casa dos Espiritos”, Isabel Allende.
Último livro que leu: Último livro que li, recente: “Hibisco roxo”, de Chimamanda Ngozi Adichie, Cia das Letras.
Livro que deu de presente: Oh que dei de presente: “Antologia Poética de Rubens Jardim”, edição do autor, 2018.
Livro que você tem que mais gosta: GOSTO de tantos Livros que tenho que é meio injusto citar só um mas, vamos lá: “Cem anos de solidão”, García Márquez…
Último livro que leram para você: “Haikais, para Guilherme de Almeida”, Matusálem Dias de Moura, ed. Cousa.
#bibliófilosmineiros #cml #tâniadiniz #bashô #leminski #isabelallende #chimamandangoziadichie #rubensjardim #garcíamárquez #matusálemdiasdemoura


no face....Tania Diniz
    Parabéns querida Tania Diniz - “Mulheres Emergentes” Abraços Dobrados.
    “Bibliófilos Mineiros: Tânia Diniz

    A imagem pode conter: texto
    A convidada desta semana gosta tanto de Haicais que no seu perfil ela uniu dois expoentes da famosa forma poética japonesa: Bashô do Japão e Leminski do Brasil. Confira aqui o que mais Tânia Diniz selecionou no Bibliófilos Mineiros desta semana.”
    http://camaramineiradolivro.com.br/…/bibliofilos-mineiros-…/

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Lembrando...coisa boa!!!...

02  Julho  2018   Segunda

Momentos complicados têm me levado a um certo saudosismo...

Daí, uma lembrança deliciosa de 28 de setembro de 2010, no Sinpro -MG :

Várias personalidades foram homenageadas e receberam placas comemorativas personalizadas, um barato!

 Homenagem feita pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais por sua contribuição às lutas por direitos iguais e por um mundo mais justo,  no evento em comemoração aos cem anos do dia 08 de março, dia Internacional da Mulher

Entre elas, orgulhosamente, EU!!!!! oba!!!!


VENHAM COMIGO!
o convite do evento  do Sindicato de Professores de MGSINPRO-MG, com o lançamento da revista especial, anualElas por Elas, em homenagem aos cem anos do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

Apesar da chuva, uma festa maravilhosa, um coquetel excelente !


De mim, REPRODUZO A MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA:


O feminino em cartaz
por Denilson Cajazeiro

                                                       Mark Florest
                           Tânia Diniz, editora do jornal Mulheres Emergentes, divulga a literatura feminina.
                    



A poeta e contista Tânia Diniz teve uma ideia
ousada no final dos anos 80. Depois de participar de
uma exposição de poemas num bar da Savassi, em
Belo Horizonte, em que, por acaso, só houve
participação feminina, decidiu criar um jornal com
poesias feitas por mulheres. Daí nasceu Mulheres
emergentes, em 1989, uma publicação trimestral
em formato de cartaz que enfatiza o feminino e o
sensual nas artes. Já são 21 anos dessa bem-sucedida
experiência poética que percorre o mundo.
“Vi essa exposição, com poemas muito mais
eróticos do que os meus, e disso nasceu a ideia de
fazer um jornal só de mulheres, que enfatizasse o
sensual. Fiz o número zero, experimental. Foi o maior
sucesso e a maior polêmica. A notícia foi parar no
Jornal do Brasil, e comecei a receber elogios e
poemas, montanhas de papel do país inteiro e do exterior
também”, conta Tânia Diniz, que também é
haicaista e já recebeu vários prêmios literários, entre
eles os de concursos realizados pelo Sindicato dos
Professores (Sinpro Minas), além de ter participado
de exposições na Alemanha, no Canadá, entre outros
países.
O nome do jornal, que a cada edição enfrenta
uma batalha financeira para ser publicado, veio do
livro A mulher emergente, da psicóloga Natalie Rogers,

que ela lera no final dos anos 80. “Percebi por
aquela leitura que todas nós, mulheres, fazemos o
tempo todo, a cada momento, uma emersão da
opressão masculina e uma colocação de si mesma,
exigindo respeito, reconhecimento. Naquela época,
esse assunto estava mais presente”.
Como muitos homens têm uma alma feminina
bem presente – o exemplo mais conhecido entre nós
é Chico Buarque de Holanda –, desde o número 1
Tânia reserva um pequeno espaço para a participação
deles. “Quando consigo, faço um jornal especial de
algum poeta, inclusive de homens. O Carlos Nejar
[poeta, ficcionista e membro da Academia Brasileira
de Letras] me pediu para eu fazer o dele, e eu fiz”,
revela.
Desde 2005, após enfrentar um câncer, Tânia
ampliou o espectro poético do Mulheres Emergentes
para além do sensual. “Espiritualizei-me mais depois
dessa fase da doença. Busco manter o clima que fez
o trabalho ser pioneiro, mas publico hoje
especialmente o belo, que é o que move as pessoas”,
afirma, após contar que amigos a ajudam no trabalho
de divulgação, distribuindo-o mundo afora, e que
o primeiro concurso do jornal, realizado três anos
após o número zero, foi feito em cinco línguas
(português, francês, espanhol, italiano e inglês) e
recebeu 1,6 mil inscrições do Brasil e de países da
Europa, Estados Unidos, América do Sul e África. “As
pessoas me ligavam, pedindo o regulamento. Meu
telefone não parava de tocar. Desciam kombis do
Correio aqui em casa com quilos de papel”, relata a
escritora.
Dias de inquietação
A relação dela com a literatura começou desde
jovem, mas a produção mesmo veio anos mais
tarde, em fins de 1987, depois de “alguns dias de inquietação”.
“Foi uma coisa louca. Não conseguia fazer
nada, deitava e não dormia. Até que um dia percebi
que minha cabeça estava cheia de palavras. Percebi
que possuíam algum valor e em uma semana escrevi
quilômetros de textos. Fui premiada no primeiro
concurso que participei, com um poema surrealista.
Ali descobri que era isso que fazia sentido em minha
vida. Não paro de fazê-lo porque não dou conta”,
afirma Tânia Diniz.
A estreia no circuito livreiro foi em 1988,
com uma obra de contos de realismo fantástico e
sensuais, O Mágico de nós, feita de forma independente.
“Quando Murilo Rubião leu, disse que
eram publicáveis. Achei isso um elogio, porque ele
era muito fechado. Então já fiquei feliz. Ele me perguntou
se eu havia participado de um concurso da
UFMG. Disse que sim, que havia enviado um
conto de realismo mágico. Aí ele falou: ‘ah, eu me
lembro, você foi a única que mandou dentro do
realismo mágico e não desagradou’. Outro elogio.
Depois ele fez muito mais por mim, me deu uma
carta de recomendação, dizendo que eu era um
jovem talento”, conta a escritora, hoje com mais de
dez livros publicados e participação em várias
antologias.
Atualmente, Tânia se dedica a administrar a
editora alternativa Mulheres Emergentes e a
alimentar o seu blog, também com o mesmo nome
do jornal (www.mulheresemergentes.blogspot.com),
além de ministrar oficinas de haicais e aulas
particulares de idiomas. Participa ainda de exposições
e saraus e realiza concursos internacionais
de poesias, ilustração, minicontos e lendas. Há
também o projeto de desengavetar um livro de
poemas, há tempos na fila de publicação. Tem se
enveredado, nos últimos anos, a fazer leituras públicas
de seus poemas e microcontos. Um dos seus
poemas, o Desamada, tem causado certo frisson entre
as mulheres, cujos versos dizem o seguinte:
Chega de romance, / amor agora só free-lance. Há
também um microconto com ibope elevado entre o
público feminino, conforme revela a própria poeta.
Chama-se Maria da Penha: Exultante, engoliu o
último sapo, ao molho pardo. Feito com sangue do
marido morto na cozinha. “Meu marido, quando leu,
falou: ‘você fez esse pra mim, não é?’”, conta Tânia
Diniz, em meio a risos de satisfação.

   
ELAS POR ELAS- setembro 2010 .



Eu, na 1a. foto, quando eram projetados os slides a respeito de cada homenageado: 
 

Aqui, quando recebi minha linda placa, das mãos de Gilson Reis, presidente afastado Sinpro-MG e Lavínia Rodrigues


Minha querida amiga Constância Duarte, também homenageada, e eu, ladeando a velha amiga,  Morais

Outra velha amiga, a cantora Titane e eu, Tânia.

Minha amada filha Carol, sempre tão presente e amorosa, e eu.

Tanta coisa boa a recordar!!!! Saudades de tudo e todos e GRATIDÃO, sempre!!!

 Até mais, queridos! 
Chau, bjim,
Tania

terça-feira, 26 de junho de 2018

alegria florida!

26   Junho   2018   Terça 

Hoje, um dia de inverno nublado, meio cinza meio triste!...

Para alegrá-lo, conto do recentíssimo recebimento do buquê de Flores, a deliciosa revista temática Cabeça Ativa, ano X, maio, junho, julho 2018, de Cláudia Brino, da Costelas Felinas, de São Vicente - SP. 
E a felicidade de estar ali, na página 20, junto ao amigo Alcides Buss, inclusive!!! Com o meu haicai. Gratidão!!!

Flores bailarinas 
rodopiam no ar 
pas-de-deux ao luar
                                     td 


Foi assim, aviso no facebook :

Depois de muitos dias colhendo entre os 1533 poemas que recebemos na convocatória 41 e pesquisando em nossa biblioteca finalmente apresentamos a vocês a edição de aniversário da revista Cabeça Ativa FLORES. (10 anos). Pela primeira vez a revista traz em suas páginas mais de 80 poetas de toda época e estilo. 

Os autores desta edição seguem abaixo, se seu nome aparecer, envie seu endereço completo para receber seu exemplar. livroscostelasfelinas@gmail.com


Bjim, chau,
t.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

mais alegrias...

25   Junho  2018   Segunda

Queridos,
Algumas alegrias mais recentes que me deixaram feliz em momentos mais difíceis...


Indicação e elogio postados dia 20.6.18  pelo amigo Ralph Peter - São Paulo - SP, em seu excelente trabalho.
Acessem :


Em 18 -6- 18
Minha entrevista no site da Câmara Mineira do Livro.
Acessem:
http://camaramineiradolivro.com.br/noticias/mulheres-emergentes-uma-entrevista-com-tania-diniz/



Em 17.junho.18 
No face, carinho e memória da amiga Clevane Pessoa.


Revista "Caravelle(França)" resenhando a linda antologia ME(Mulheres emergentes),um belo trabalho autoral e editorial de Tânia Diniz, onde tenho haikais (citos abaixo pela resenhista Cristina DUARTE, Université de Toulouse-le Mirail) 
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Tânia DINIZ (org.) Antologia ME 18, Belo Horizonte,
(Edições Alternativas, 2007, 112p ).
...

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Tânia DINIZ (org.) Antologia ME 18, Belo Horizonte,
(Edições Alternativas, 2007, 112p ).
"Le mouvement esthétique Mulheres Emergentes (ME), créé par l'écrivaine Tânia Diniz, a démarré il y a plus de dix-huit ans et avait pour projet initial la publication de poèmes sous forme d’affiches. Ce genre de diffusion visait à insérer la poésie féminine dans une durée plus longue à travers sa présentation dans des lieux publics : expositions, bureaux, places, écoles… Les poèmes ainsi montrés pouvaient être lus et relus dans un contexte totalement différent de celui, plus classique, de la diffusion sous forme de livre. Dans sa préface de la présente anthologie, Constância Lima Duarte rappelle que le titre "Femmes Émergentes" a été emprunté à l'américaine Nathalie Rogers. Dans les années 80, cette psychothérapeute préconisait la libération créative et émotionnelle par la prise de conscience de soi et l'utilisation de l'expression artistique comme partie intégrante du processus thérapeutique.
Presque deux décennies plus tard, l'élan créé par Tânia Diniz est toujours dynamique et vivant et le ME 18 poursuit plus que jamais sa "mission poétique". Récemment, des panneaux de poésie ont été exposés à la gare routière de Belo Horizonte, du 14 au 25 novembre 2008.
Avec ce volume, Mulheres Emergentes propose une anthologie très représentative de l'actuelle poésie féminine brésilienne et fortement marquée par l'intertextualité. Quarante-une auteures de différentes régions du pays participent à l'ouvrage, dont la plupart d'entre elles sont originaires de l'État du Minas Gerais. Cela n'est pas anodin car lorsqu'on conjugue au Brésil poésie et Minas Gerais, le nom du grand poète Carlos Drummond de Andrade surgit instantanément. Et les participantes du recueil semblent lui rendre hommage dans plusieurs poèmes. Par exemple, dans le très beau "Família" où Nazareth Fonseca fait clairement référence au texte "Enfância" de Drummond. Les vers de la poétesse : Meu pai sonhava cavalos,/Minha mãe fazia caldos,(…) ne vont pas sans rappeler ceux du poète : Meu pai montava a cavalo, ia para o campo, / Minha mãe ficava sentada cosendo. Micheline Lage, née à Itabira, ville natale de Drummond, décline également ce même héritage dans "Escombros" : Na fazenda da vovó / os baús de velha madeira / guardavam os segredos das mulheres: (…), qui dialogue avec "Visita à Casa de Tatá" du poète.
L'inspiration d'autres écrivains réputés de la littérature brésilienne peut être également repérée dans la présente anthologie : Manuel Bandeira et son poème "Les trois femmes du sabonete Araxá", dans le très suggestif "Poema das Três Mulheres" de Dóris Araújo. Ou encore Ana Cristina César dans plusieurs textes de Eliane Accioly ("A Morte du Gato", "A Surpresa") et dans le très original "Carta Gelada 2" de Iara Alves, qui semble s'inscrire dans la lignée de la Correspondência Completa de l'auteure carioca.
Et justement, l'intérêt du présent ouvrage réside dans cette relecture originale des poètes renommés, ainsi que dans l'agréable mélange entre sérieux et trivial, entre éternel et quotidien. Ana Carol Diniz, par exemple, peut aussi bien poétiser un aspect banal de la culture brésilienne — ses préjugés sur les performances sexuelles des Japonais ("Paralelos") — que la difficulté existentielle à tourner la page en amour ("Desejava vê-lo…"). Nazareth Fonseca versifie aussi bien le linge de maison sur les étendages ("Trivial 1") que la monotonie de la vie ("Projeção"). Et Débora Novaes de Castro décrit avec concision et finesse une situation en principe dépourvue de poétique dans son court poème "Incoerência" : A tartaruga / chegou./ O passageiro /do avião / não!
Un certain air classique d'outre-mer parcourt également l'ensemble des textes. Il y a quelque chose du Portugais Mário de Sá-Carneiro et de son poème "Dispersão" (Perdi-me dentro de mim/ Porque eu era labirinto) dans "Andarilha" de Débora Novaes de Castro : Caminho dentro de mim… Le grand Camões (Amor é fogo que arde…) est présent de façon implicite dans la définition que Elza Ramos Amaral propose des poètes, dans le seul sonnet de l'anthologie : Ser poeta é habitar um mundo diferente. Ces vers font également écho à ceux de Fernando Pessoa en "Autopsicografia" : O poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.
Plusieurs auteures vont s'inspirer de la tradition japonaise des haïku, ces petits poèmes classiques composés de dix-sept syllabes réparties en trois vers : le premier et le troisième sont pentasyllabiques ; le deuxième est heptasyllabique. Sans rime ni titre, ces compositions courtes vont surtout mettre en valeur la nature.
C'est le cas de Clevane Pessoa de Araújo dans "De ovos e de passarins" ; ou encore de Débora Moraes de Castro avec ses haïku en style moderne qui n'adoptent pas toujours la rigidité formelle préconisée : broquel / lua branca se insinua / broche no céu.
Abaixo, capa da antologia(meu arquivo)
Par ailleurs, cette anthologie de poèmes de femmes élargit la féminité jusqu’à la maternité car, à trois reprises, on peut y trouver, ensemble, mère et fille. Les poèmes de Leticia Naveira, fille de Raquel, sont d'une très grande force lyrique, comme ici les derniers vers de "Crise" qui font allusion au lait, élément maternel par excellence : Deite-se e me aceite,/ Derrama-me leite / Estarreça /E depois adormeça. Micheline Lange est plus explicite dans "Fios", poème qu'elle dédie aux femmes de sa vie : As mães lavadeiras / Roceiras / Doceiras / Rendeiras / Sabem bem o que é um filho (…)
Pour les participantes de "Mulheres Emergentes", la poésie se trouve partout, chez tous les gens, pas uniquement chez les poètes. Elle peut être le fait de médecins, avocats, étudiants, femmes au foyer… D'ailleurs la grande variété d'horizon professionnel des poétesses du recueil est la meilleure illustration de cette posture vis-à-vis de l'art poétique."
<>
Cristina DUARTE, Université de Toulouse-le Mirail
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A poeta Tania Diniz, claro ficou agradavelmente quando soube e publicou , em seu lindo blog:
"PRESENTE dos deuses !!!!!?
"Com total surpresa, recebo email da cidade de Billère, na França, de uma pessoa que não conhecia e que me pede a Antologia Meninos ME, para uma resenha.
E depois de me explicar que meu trabalho é acompanhado por lá, a professora Puerto Gómez Corredera comenta que, como certamente, eu saberia, a Antologia ME 18, de 2007, pelos dezoito anos do ME, fora resenhada na revista Caravelle, da Universidade de Toulouse -le Mirail !!!!!!
Eu não sabia.
E eis que, gentilmente, ela se comunica com Toulouse e recebo, tbm e ainda, por email, a resenha...
uma gentileza da também professora Cristina Duarte, de Toulouse.
Assim, aí está o texto no original, francês, pra vocês terem uma idéia....'
au revoir!"

(*) Meninos Emergentes foi a antologia publicada na sequência , depois da ME-feminina, pela cara amiga , editora e poeta Tânia Diniz, somente para "eles'
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Revista "Caravelle(França)" resenhando a linda antologia ME(Mulheres emergentes),um belo trabalho autoral e editorial de Tânia Diniz, onde tenho haikais (citos abaixo pela resenhista Cristina DUARTE, Université de Toulouse-le Mirail)
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Tânia DINIZ (org.) Antologia ME 18, Belo Horizonte,
(Edições Alternativas, 2007, 112p ).

" o movimento estético mulheres programa (me), criado pela escritora Tânia Diniz, começou há mais de dezoito anos e tinha para projeto inicial a publicação de poemas sob a forma de cartazes. Este tipo de difusão destinava-se a inserir a poesia feminina num período mais longo através da sua apresentação em locais públicos: Exposições, escritórios, lugares, escolas... os poemas assim indicados podiam ser lidos e recusa num contexto totalmente diferente daquele. , mais clássico, da difusão sob a forma de livro. No seu prefácio da presente antologia, Constância Lima Duarte lembra que o título "Mulheres emergentes" foi emprestado à americana Nathalie Rogers. Nos anos 80, esta psicoterapeuta preconizava a libertação criativa e emocional pela tomada de consciência de si mesmo e a utilização da expressão artística como parte integrante do processo terapêutico.
Quase duas décadas depois, o impulso criado pela Tânia Diniz é sempre dinâmico e vivo e o me 18 persegue mais do que nunca a sua "Missão poética". recentemente, painéis de poesia foram expostos na estação rodoviária de belo horizonte , de 14 a 25 de novembro de 2008.
Com este volume, mulheres programa propõe uma antologia muito representativa da actual poesia feminina brasileira e fortemente marcada pelo intertextualidade. Quarenta e uma autoras de diferentes regiões do país participam na obra, a maioria das quais são originárias do estado de Minas Gerais. Isso não é inócuo, pois quando se conjuga no Brasil poesia e Minas Gerais, o nome do grande poeta Carlos Drummond de Andrade surge instantaneamente. E as participantes da colectânea parecem prestar-lhe homenagem em vários poemas. Por exemplo, no muito bonito " família " onde Nazaré Fonseca faz claramente referência ao texto " enfância " do Drummond. Os versos da poetisa: meu pai sonhava cavalos,/ minha mãe fazia caldos, (...) não vão sem recordar os do poeta: meu pai montava a cavalo, a para o campo, / minha mãe ficava sentada cosendo. Micheline Lage, nascida em Itabira, cidade natal de Drummond, também declina esse mesmo legado em " escombros ": na fazenda da vovó / os baus da velha madeira / guardavam os segredos das mulheres: (...), que diálogo com " visitou a Casa da tia " do poeta.
A inspiração de outros escritores reputados da literatura brasileira também pode ser encontrada na presente antologia: Manuel Bandeira e seu poema " as três mulheres do sabonete araxa ", no muito sugestivo " poema das mulheres muito mulheres " de Doris Araújo. Ou ainda Ana Cristina César em vários textos da Eliane Acioly (" morreu do gato ", " a surpresa ") e no muito original " CARTA GELADA 2 " da Iara Alves, que parece se inscrever na linhagem da Correspondência compléta da autora carioca.
E, justamente, o interesse desta obra reside nesta releitura original dos poetas renomados, bem como na agradável mistura entre seriedade e trivial, entre eterno e diário. Ana Carol Diniz, por exemplo, pode também bem um aspecto banal da cultura brasileira - o seu preconceito sobre o desempenho sexual dos japoneses (" Paralelos ") - que a dificuldade existencial a virar a página em amor (" desejava vê-lo..." ). Nazaré Fonseca versifie também a roupa de casa sobre os étendages (" TRIVIAL 1 ") que a monotonia da vida (" projeção "). E Débora Novaes de Castro descreve com concisão e finesse uma situação em princípio desprovida de poético em Seu curto poema "incoerência": a tartaruga / chegou./ o passageiro / do avião / não!
Um certo ar clássico de além-mar percorre também o conjunto dos textos. Há algo do português Mário de Sá-Carneiro e do seu poema " Dispersão " (perdi-me dentro de mim / porque eu era labirinto) em " Andarilha " de Débora Novaes de Castro: caminho dentro de mim... o Grande Camões (amor ao fogo que sentido...) está presente de forma implícita na definição que Elza Ramos Amaral propõe poetas, no único soneto da Antologia: ser poeta um mundo diferente. Estes versos fazem igualmente eco dos de Fernando pessoa em "Autopsicografia": o poeta é um fingidor / finge tao completamente / que a chega a fingir que dor / dor se sente.
Vários autoras vão inspirar-se na tradição japonesa dos haiku, estes pequenos poemas clássicos compostos por sílabas repartidas em três versos: o primeiro e o terceiro são pentasyllabiques; o segundo é heptasyllabique. Sem rima nem título, estas composições curtas vão sobretudo valorizar a natureza.
É o caso de clevane pessoa de Araújo em "de ovos e de passarins"; ou ainda de Débora Moraes de Castro com seus haiku em estilo moderno que nem sempre adoptam a rigidez formal preconizada: broquel / lua branca se insinua / pino no. Céu.

Abaixo, capa da antologia(meu arquivo)
Por outro lado, esta antologia de poemas de mulheres alarga a feminilidade até à maternidade porque, em três ocasiões, podemos encontrar, juntos, mãe e filha. Os poemas de Leticia Naveira, filha da Raquel, são de uma grande força lírica, como aqui os últimos versos de "crise" que fazem alusão ao leite, elemento materno por excelência: Deite-se e me aceite,/ derrama-me Leite / Estarreça / e adormeça. Micheline Lange é mais explícita em "fios", poema que dedica às mulheres da sua vida: as maes lavadeiras / Roceiras / doceiras / Rendeiras / sabem bem o que um filho (...)
Para as participantes de "Mulheres Programa", a poesia encontra-se em todo o lado, em todas as pessoas, não apenas entre os poetas. Pode ser o fato de médicos, advogados, estudantes, donas de casa... aliás a grande variedade de horizonte profissional dos poetisas da coletânea é a melhor ilustração dessa postura em relação à arte poética."
<>
Cristina Duarte, Universidade de Toulouse-o ozendo

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A poeta Tania Diniz, claro ficou agradavelmente quando soube e publicou , em seu lindo blog:

"PRESENTE dos deuses !!!!!?
"Com total surpresa, recebo email da cidade de Billère, na França, de uma pessoa que não conhecia e que me pede a Antologia Meninos ME, para uma resenha.

E depois de me explicar que meu trabalho é acompanhado por lá, a professora Puerto Gómez Corredera comenta que, como certamente, eu saberia, a Antologia ME 18, de 2007, pelos dezoito anos do ME, fora resenhada na revista Caravelle, da Universidade de Toulouse -le Mirail !!!!!!
Eu não sabia.

E eis que, gentilmente, ela se comunica com Toulouse e recebo, tbm e ainda, por email, a resenha...
uma gentileza da também professora Cristina Duarte, de Toulouse.
Assim, aí está o texto no original, francês, pra vocês terem uma idéia....'
Adeus!"
(*) Meninos Emergentes foi a antologia publicada na sequência , depois da ME-feminina, pela cara amiga , editora e poeta Tânia Diniz, somente para "eles'
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Abaixo, capa do livro (arquivo Clevane Pessoa)
A imagem pode conter: texto
Clevane Pessoa Cláudio Márcio Barbosa:Olha, não sei se soube, a antologia MENINOS EMERGENTES, onde vc está, fora solicitada pela cidade de Billère, na França, para ser resenhada.A nossa ME(Mulheres) foi em Toulouse.À época, Tânia registrou.Eu procurei pelo Google e baixei a revista "Caravelle", onde havia a resenha de Cristina Duarte (Universidade de Toulouse).

Silvia Anspach Que maravilha eu ter feito parte dessa empreitada, graças a você, minha querida Tania Diniz, escritora e amiga a quem tanto admiro. ❤️

Obrigada queridos todos.
Bjim, chau,
t.