segunda-feira, 11 de junho de 2018

11  Junho 2018  Segunda


Queridos, 

meu computador deu pane e estou usando um bastante precário, onde não tenho acesso aos meus arquivos... não sei até quando será assim mas, vamos levando. 

Compartilho a deliciosa mensagem recebida ontem, pelo facebook, da querida amiga poeta Silvia Anspach, de São Paulo... Vejam que alegria!!!!


Silvia Anspach compartilhou uma publicação.
14 h
A amiga Regina Ruth Rincon Caires me marcou em uma publicação muito especial. Eu achei a homenagem tão linda que vou fazer a mesma coisa.
Vamos fazer uma corrente do bem? Pela valorização da literatura nacional, marque oito escritores que você admira, pela escrita, carreira ou mesmo pela pessoa que ela é. Não espere ser marcado, faça sua parte no Facebook.
Depois faço OUTRA lista, pois tem muito mais gente escrevendo coisas lindas por aí.
***
Também pelo facebook, soube que a amadamiga Clevane Pessoa está saindo de mais um obstáculo na saúde. Desejo-lhe rápida e excelente recuperação. Precisamos de você e seu talento, querida!
***
E um poeminha experimental, pra alegrar o dia:

Tinha uma lua nova no pulmão esquerdo.
Um doído no peito, um sem jeito...
Dores, amores.
Quando explodiu, de sua boca saltaram flores,
estrelas, cometas, luas e sóis , arrebóis!
Sem oráculo ou profeta,
encontrou-se poeta!!!!!
tânia diniz

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Sempre alegria!!!!

30   maio  2018   Quarta


Dias atrás, tive imensa alegria ao receber o comunicado:

Chegou! A edição 68 da revista portuguesa InComunidade: www.incomunidade.com   - maio 2018
Acessem e desfrutem!!! vale a pena!!!!


E quem está ali de novo????  Euzinhaaa, Tânia Diniz... página 4, se não me engano...

Agradeço demais aos amigos da Revista, AMEI a publicação e as boas companhias!!! Parabéns a todos e minha gratidão, mais uma vez.

Tento reproduzir meu trabalho aqui, espero que dê certo, que saiam todos os contos e poemas (sou jurássica em tecnologias, já sabem, rs), mas se não der, vão direto ao site e aproveitem tudo.



Tânia Diniz


Uns contos e a poesia de Tânia Diniz
Requinte

Sentia-se inspirado esta noite. Aprontou-se com apuro. O espelho devolveu-lhe a imagem perfeita em black-tie. Com um sorriso sensual, passou a mão pelos cabelos e, cantarolando, desceu as escadarias.

O imenso salão do castelo estava primorosamente arranjado, com flores e velas entre fugazes cortinas e espessos tapetes. A grande mesa ao centro, bem preparada.
Deixou a rubra taça sobre o aparador. Um gole lhe bastava.

Sentou-se no único lugar, a ele destinado, bem em frente à imensa salva de prata ao centro da mesa. E, ajeitando o guardanapo de linho branco, com elegante gesto, destampou-a.

Delicioso aroma flamejou-lhe as narinas. Maravilhou-se com o refinamento do cardápio. Entre perfeitas cerejas, cachos de uva, alguns dourados pêssegos afundados em ninhos de fios de ovos e salpicados fígados de pombos, estava a mais delicada iguaria que já lhe fora servida: esplêndida mulher jazia em repouso, apenas coberta a pele de marfim por seus cabelos de ébano.

Educadamente, secou os lábios de vinho e iniciou o ritual do banquete.

Com sábias mãos, percorreu o macio corpo, sentindo que seu calor atingia, assim, quase a elevada temperatura desejável. Envolveu os seios com mãos conhecedoras. Não resistiu, fugiu a todas as regras de etiqueta: provou-os com leves mordidas. E como a carnuda boca o tentasse também, lambeu-a e explorou-a por dentro.

Ao discreto pigarrear do mordomo que entrava, caiu em si. E, de faces coradas pelo deslize, ou talvez, pelo apetite, com finos gestos, tomou dois talheres de prata.

Abriu-lhe delicadamente o peito e devorou-lhe o coração, com tanta elegância, que sequer um pingo de sangue lhe comprometeu a bem aparada barba azul.




De Segunda Mão

Era um grande depósito, como um ferro-velho, onde se viam empilhados ou espalhadas, partes de corpo por todos os lados.

Ele entrou, revirou, vasculhou e achou: três seios novinhos e um par de pernas razoáveis, com pouco uso. Ligeiro defeito no dedo menor do pé esquerdo. Escolheu ainda uns largos quadris, onde pretendia curtir preguiça como no regaço da mãe. E procurou uma voz mansa para contar histórias na hora de dormir mas, não havia. Não sabia para quê, mas não resistiu a uma mão direita de longas unhas vermelhas. Levou-a.
Talvez servisse como porta-qualquer-coisa, para dar adeuses ou para se coçar. Já ia saindo quando uns olhos verdes, de longas pestanas, pendurados perto da porta, deram-lhe uma piscada irresistível. Levou-os também.

E todo feliz, cheio de embrulhos, saiu imaginando com que retalhos de ilusão costuraria (e que rechearia  de sonhos e romãs) as partes que vinha juntando, há meses, para fazer sua mulher ideal, de segunda mão.




Desamor
 
Ela vinha contente contar-lhe as novidades. Ele, preocupado, pedia para esperar um pouco. Ela esperava, o pouco passava e ela se esquecia. Nada contava.
Novos acontecimentos, vem ela contente, querendo falar.
Ocupado com a tv, ele pede para esperar.
Ela, calada, espera, até se esquecer.
De novo vem ela querendo contar, e ele agora está lendo, pede pra calar. E ela, calada se vai, pra mais esperar.
E quando chega o tédio, sem problemas ou lazeres, querendo se animar, ele a chama contente, e pede pra contar. E ela, atônita, tentando lembra, descobre, infeliz, que já não sabe falar.


Temporão

 
Desde que o seu molar superior amolecera, ele passara todo o tempo a cutucá-lo, como uma criança na troca dos dentes de leite.

Movia-o sempre com o indicador, gozando a sensação de prazer doloroso que a perda gradual do dente lhe provocava.

Até que o molar soltou-se inteiro da gengiva e exultante como um menino, ele jogou-o no telhado.

Mas o dente teimoso caiu-lhe de volta nas mãos. Resolveu então plantá-lo. Fez um buraco no canteiro, revolveu e colocou-o ali, pela raiz, cobrindo-o com terra adubada. Molhou bem. E todos os dias o regava.

E quando brotou o belo sorriso entreaberto, acompanhou contente seu desenvolvimento até abrir-se em um riso cristalino.

Colheu-o então (antes que se tornasse um sorriso amarelo, pensou), colocando-o em bela jarra de prata com água fresca a um canto da mesa.

Ali, ele alegrou o ambiente até tornar-se uma grande gargalhada, quando então, lhe caíam os dentes e despetalou.



 
Culpas
 
Amava-o assim mesmo, sem grandes emoções, pois que o tempo as acalmara, havia muito. Não importava a gagueira, ouvia-o com infinita paciência e até sofria pela aflição dele em querer dizer palavras inteiras, sem sucesso. Afinal, ele ficara assim por ela, pelo grande susto que levara ao quase perdê-la um dia, para o rei de vizinho país. (Ao lembrar-se do distante episódio, ainda um pequeno travo amargou-lhe a boca, pela saudade do que poderia ter sido.)
E assim, acomodou-se na cadeira de balanço, tomou da linha e da agulha e, pacientemente, começou a alinhavar-lhe as palavras.


 Borboleta

Um beijo
pelo  corpo  inteiro 
                           ligeiro
deixou
          uma borboleta roxa
     mordida 
                    na  
                              coxa
 

                               guardo na pele
o calor do sol
a sede de lua
(a seda da pluma)?
A renda do tempo
E o terno afago da mão
- a tua.
 
  
   
Em corpoárido  seco terreno
ardeste fogueiras, distraído
Fez-se fogo farto  fogo-fátuo
e sem ti, anjo torto, corpotraído,
 jaz agora
              fogo morto.




Luas
 
 
 Na lua nova
        de recurvo brilho
        a paixão renovas
 
No meu céu 
     de cio crescente 
    a chama alteia
 
            E serpente e sereia            
            me encontro vindo:
                                             lua cheia
 
             E quando, bacante,                   
            mesmo minguante,
               me prendes a cintura
                         na quadratura de cada mês,
                                                a cada vez,
             desvendas com arte
         a sanguínea face 
                   de minha lua escarlate.




                            
                                          Reinos
 
 
                                       Ter
                                       formas de maçã
                                       A surpresa
                                      de textura e cor
                                      da romã
                                      Do caju,
                                      sumarenta carnadura
                                      Da goiaba de vez,
                                      o frescor
                                      Então,
                                     apetitosa e nua
                                      a fome acesa
                                      em tua mesa,
                                      ver, talvez,
                                      o emergente calor
                                      da tua carne dura.
 
 
 
Narciso assustado:
feixe de rugas!
Brisa no lago.
   
     
 
vôo dos pássaros!
fio costurando ligeiro
o céu ao mar.
 
 
delicado manjar
ao sol da manhã:
banana-maçã.
 
 
                    
 
casa iluminada
n'outra margem do lago.
navio singrando a noite!




Pintura

 
Me faço
Traço
Nanquim  
na tua tela 
Ponto, elipse, 
Paralela  
Me disfarço  
Esfera  
no trapézio  
do papel
Danço  
losango absurdo
na horizontal 
triângulo essencial 
ao teu pincel 
Me dissolvo  
Caravela 
em águas   
de aquarela.

Tânia Diniz é poeta e editora brasileira, reside em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Tânia Diniz. Graduada em Letras, pela UFMG (português, francês, italiano e espanhol). Poeta, contista, editora, promotora cultural, professora de idiomas, palestrista, oficineira , editora-idealizadora do mural poético Mulheres Emergentes, em 1989_ publicação trimestral de circulação internacional_ pelo qual já organizou 07 Concursos Internacionais de Poesia, Contos, Lendas e Ilustrações. Livros de contos: “O Mágico de Nós”, “Rituais”. Poemas:  “Mulher EmBalada”, “Bashô em Nós”, “Relato de Viagem à Marmelada”, “Flor do Quiabo”, “Série Preciosa”, entre outros. Trabalhos publicados em diversas antologias, revistas e jornais nacionais e estrangeiros, impressos e virtuais. Diversos trabalhos premiados em concursos literários no Brasil e exterior. Embaixadora Universal da Paz, Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - Suisse / France, Poeta del Mundo. www.mulheresemergentes.com

terça-feira, 29 de maio de 2018

Alegria, alegria...

29  Maio   2018    Terça    


Olá queridos!!! Bom dia!!! 

Passando pra contar mais um pouquinho da entrevista do Brasil das Gerais, tv Minas, na semana passada. E do meu aniversário...

O programa foi ao ar, ao vivo, na sexta passada, 25 de maio. Na foto abaixo, a apresentadora Patrícia Pinho, a querida Rosana Montalverne e eu, Tânia Diniz . Falamos do mercado editorial feminino.

https://www.youtube.com/watch?v=FtVtXNxYK4w&feature=share


De novo nós três,  os câmeras e os músicos Edson Cruz, Dé Lucas e seu filho, o garoto percussionista Cícero Lucas, lançando o álbum Mãos (Sesc Palladium, 26.5) , que está ótimo!!!


E após a foto histórica, rsrsrs, os meninos - músicos, sambistas, cantores e compositores, Patrícia, eu Tânia e Rosana.


Rosana e eu, Tânia



No meu aniversário, com as amigas da Cia Poética Estação Platina presentes, fizemos um pequeno, ótimo e divertido Sarau. Aqui estou  lendo alguns poemas meus...Lívia e eu cantamos outros, etc etc etc










ahhh as outras fotos não querem vir...ficamos por aqui, então.

Bjim, chau,t. 





segunda-feira, 28 de maio de 2018

28  Maio  2018   Segunda

Queridos amigos,

passei um tempinho sem conseguir voltar aqui por vários motivos, inclusive a saúde mas, tive um felicíssimo dia de aniversário, no domingo dia 20, e antes, também um ótimo Dia das Mães!

Há umas duas semanas atrás, gravei duas entrevistas na Rádio Inconfidência, uma já foi ao ar, já comemorando ME 30 anos...

Muita alegria junto a amigos e a família.

Agradeço de novo a todos que se manifestaram pelo meu niver, tornaram minha data mais feliz!!!!!

A Cia Poética Estação Platina!!! ainda em ação, France Gripp, eu, Tânia Diniz, Tãnia Pagano e Lívia Tucci. Faltou Simone Neves. Comemorando meu niver...


Mais amigas, um delicioso encontro feminino, rsrsrs

e a lembrança de outro encontromaravilhoso, faz um tempinho,  minhas filhas e eu, antes da careca, rsrsrs...

e comemorando com família e amigos , ano passado, em Montreal, no Canadá...



saudades...

                                                                               *
E apesar dos pesares, as alegrias - quase - cotidianas seguiram...


Há umas duas semanas atrás, gravei duas entrevistas na Rádio Inconfidência, uma já foi ao ar, já comemorando ME 30 anos, com a simpática e competente Lina Rocha...
                                                                              *
O encontro maravilhoso com a amiga e escritora Chris Herrmann, que vive na Alemanha mas está de férias no Brasil e lançando seu lindo romance, Borboleta, a menina que lia poesia, que em BH  foi um delicioso encontro de amigos no Letras e Ponto.

Cris e eu, Tânia, e a Borboleta ...


 outro momento, onde estamos também com a querida Neuza Ladeira, à minha frente.

eu e mais amigas...

*

Aqui, a postagem das rememórias da amadamiga Clevane Pessoa. Dia desses no face...

*
Mais uma participação na revista eisFluências, de Abril 2018, da querida Carmo de Vasconcelos ,
em Portugal...

Informação nº 01/Abril/2018

Estimados autores, leitores, e amigos:

É com imenso prazer que lhes trazemos a Revista eisFluências do mês de Abril/2018
na sua 51ª Edição.
Aos digníssimos Escritores, residentes em 13 países, que nos privilegiaram
com um total de 340 participações, das quais  31 são de NOVOS AUTORES,
agradecemos a prestimosa e honrosa colaboração.

Bem-Hajam, por caminharem connosco!

Para Ler a Revista clicar em:



Todas as Revistas já editadas, podem ser consultadas a qualquer momento na FÉNIX, sob o link que criámos para o efeito:

Agradecemos que deixem os vossos comentários no Livro de Visitas da Revista eisFLUÊNCIAS:

Nunca será demais repetir que ficaremos sempre gratos se cada leitor fizer a divulgação que lhe for possível
no seu site ou blogue, se o tiver, ou por qualquer outro meio ao seu alcance.

Esperando que tenham uma agradável leitura, e gratos por estarem connosco, as nossas saudações literárias.

O Director
Victor Jerónimo
(Portugal/Brasil)

A Directora Cultural
Carmo Vasconcelos
(Portugal)

O Web Designer
Henrique Lacerda Ramalho
(Portugal)

A Proprietária
Mercedes Pordeus
(Brasil)

*
Em 17 de Maio/2018

click para ler


 
Tânia Diniz
 
 
CONSTELAÇÕES
Tânia Diniz

Noite –
a curvatura do dorso
o singelo pescoço...
na placidez, o boi rumina rubis
e baba, leitosos, quartzos róseos,
onde cintila aldebarã.
De manhã _
presepeiro, pesado, ás vezes ligeiro,
boi de canga, boi de farra,
bumbo meu boi.
E touro bravo, de sangrenta arena,
me volto manso,
sem qualquer pena.
No laço fácil do teu abraço,
vaca leiteira, lambe-lambê-las,
rumino estrelas.

Tânia Diniz
Belo Horizonte-MG- Brasil
www.mulheresemergentes.com

poeta e editora
Embaixadora Universal da Paz
Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - Suisse / France
Poeta del Mundo
Editora Mulheres Emergentes
 

minha página, 77 :
Susana Angélica Orden
Tânia Brito de Melo
Tânia Diniz
Teodora Ramos Urcino
77

segunda-feira, 30 de abril de 2018

alegrias...

30  Abril   2018   Segunda



Passando pra lembrar do Sarau de 26 de abril, quinta, 

onde fui a convidada, e o ME, no Asa de Papel, rua Piauí 631,  

Santa Efigênia, 19 hs... Foi muito bom!!! Presenças amigas, alguns amigos que não via há quase uns 20 anos... e sempre querida amiga Lívia Tucci, que cantou meus poemas musicados por ela, de cantiga de roda a um tango, um barato!!!
Fiquei muito feliz também com as presenças especiais de Iara Abreu, Tânia Pagano e France Gripp, a formação antiga da Cia Poética Estação Platina, que ainda agregava Lívia Tucci, Simone Andrade Neves e eu, Tânia Diniz!

E foi tão bom, ficamos tão envolvidos, que esquecemos de fotografar, uma peeenaaaa!
E seguindo as alegrias cotidianas, meu continho Encanto

no Nem te Conto, jornal literário de Campina Grande, Paraíba. 



Nem Te Conto Jornal Literário <nemteconto.jornalliterario@gmail.com>, acessem, participem! 
Uma lindeza de jornal!!!!


Vejam na imagem, meu continho Encanto, ali embaixo à direita. Reproduzo aqui, mais legível:

Encanto 

Dormiu no seu mar de lágrimas. Acordou sereia.
td

Bjo e alegrias, queridos!
chau,
t.