quarta-feira, 18 de junho de 2008

LETÍCIA NAVEIRA

CRISE

Os delatores têm suas línguas dilatadas,
Implantadas,
As pessoas ficam estupefatas,
Simulo a regra das regras, adapto.

Estive em busca de mim
E assim fui muito além,
Afim do fim.
Coloquei ordem,
Impus ordem.
À autoridade da cidade,
Mantida por escrotos,
Ratos de esgoto.

Se você me apóia,
Mesmo quando não preciso,
Faz-se do crespo, o liso,
Do sossego, o agito,
Então eu permito
Adentre ao meu recinto,
Eu o beijo e te arrasto,
Cometo crimes sem deixar rastros,
Eu o trituro,
Sinto o gosto,
Tudo se tornou fosco,
Desigual,
Me iludo
E finjo ser normal.

É uma crise,
Peço que você me pise,
Refaça sua leitura,
Sinta meu braços em volta de sua cintura,
Você não me ama,
Por que sou louca,

Pouca,
Incomum,
É avesso,
O meu reverso,
Repressão e influência
Essas são minhas tendências.

Deite-se e me aceite,
Derrama-me leite,
Estarreça
E depois adormeça.