quarta-feira, 30 de junho de 2010

FINALMENTE!!!! O RESULTADO DO 5 CONCURSO ME!!!!!

Lembrem-se que o prazo final para o  I internacional concurso de lendas e poesia ME se estendeu até 31.07.10!!!!

Amigos,
Como muita alegria venho, orgulhosamente trazer a todos, o aguardado resultado do

5 Concurso Internacional de Miniconto e Poesia Mulheres Emergentes.

Realizado em comemoração aos 21 anos do mural poético Mulheres Emergentes.

O julgamento, onde cada um podia enviar até três trabalhos, foi feito no sistema de autor sob pseudônimo, para maior lisura.

Com participantes brasileiros de vários estados, argentinos, espanhóis e americanos, os jurados tiveram um árduo trabalho na seleção dos poemas e minicontos vencedores.

Pelas muitas notas coincidentes e outras muito próximas delas - atestando o bom nível dos concorrentes - e para mais valorizar as participações, determinou-se oferecer merecidas Menções Honrosas e Destaques.

Como Organizadora, e também em nome dos jurados, parabenizo aos classificados e a todos os escritores que confiaram em nosso trabalho e o enriqueceram com sua participação.

Os prêmios serão, oportunamente, enviados por correio.

Consistem em Troféus, Certificados, assinaturas anuais do Mulheres Emergentes e livros, respectivamente distribuídos de acordo com as classificações.


O Júri foi composto pelos escritores:


Clevane Pessoa Araújo – radicada em Belo Horizonte –MG- Brasil, há anos, nasceu no Rio Grande do Norte. É também psicóloga, poeta, haicaísta, artista plástica, jornalista e incansável divulgadora das artes. Inúmeros livros publicados.



Luísa Coelho – portuguesa de Luanda, Angola - África. Professora universitária, escritora, poeta e incentivadora das artes. Vários livros publicados. Atual representante do Mulheres Emergentes na África e em Portugal.



Alberto Peyrano – Buenos Aires- Argentina.

Psicólogo, psicanalista, escritor, poeta, cantor de tango, divulgador da poesia. Vários livros publicados.



Classificados:

categoria Poesia -


1o. lugar

poema METAFÍSICA - Flor de Lótus

Sílvia Simone Anspach - São Paulo -SP
é doutora em Comunicação e Semiótica, (PUC/SP e University of North Carolina), Mestre em Linguística Aplicada (University of Reading), Especialista em Psicologia Analítica (USF) e Psicanalista. Foi Visiting Scholar (Fulbright) na UNC – EUA. Autora dos livros Entre Babel e o Éden: Criação, Mito e Cultura (AnnaBlume / FAPESP); Arte, cura, loucura (AnnaBlume), Melosofia (Mulheres Emergentes); A psique e a religião (ME) e Patches and Sketches / Cacos e Trapos (ME), além de vários artigos publicados em periódicos e livros no Brasil e no exterior.
METAFÍSICA


A vida é trama,

tecida,

enredadada,

traçada,

trançada.

Meandros,

veias,

teias.

Enredos.

Redes de intrigas,

brigas,

ligas.

Complicados desenhos,

designios,

indecifráveis signos.

Trapaça.

Sinos tocam.

Só no funesto fim,

o enigma se desfaz.

O Nó se desenreda.

(A traça traça a intricada tessitura)

Só na morte, meu amor, seremos finalmente

Nós

Pseudônimo: Flor de Lótus; Nome da Obra: Metafísica



2o. lugar

poema DOS PÉS NO CHÃO - Radesh

Lucas Guimaraens - Belo Horizonte - MG; reside em SP, atualmente.

consultor jurídico especializado em Direito Internacional e Direitos Humanos; especialista em Filosofia pela Universidade de Paris VIII, mestrado em Direitos Humanos, Univ. de Paris X; conferencista sobre a obra do filósofo Michel Foucault e sobre Dignidade da Pessoa Humana. Participa de algumas antologias poéticas.Tem livros inéditos.

Dos pés no chão

Bergman (o Ingmar)

filmou o brilho da vida como apetite do corvo na luz do ouro.

Aqueles coturnos de couro e gesso e ferro sempre foram pisar seco nas noites de conspiração. Entravam pesadamente brutos imperadores daquele mapa de gotas salgadas de algum olho de Dali.

Barulhos ocos seguidos de agudos.

Tortos supersônicos que não se ouviam.

Diárias doses de vinho e suor nas casas de inquietude.

Soçobrar do fundo já naufragado de cidades entorpecidas.

E aquele pássaro cortava nuvens como que a tecer o silêncio dos homens.

E aquele pássaro riscava o céu como que serrasse todas as armadilhas e grades dos porões.

E aquele pássaro virou tijolo de construções oníricas.

E aquele pássaro anoiteceu. Rodopiou.

Voou mais um refrão e os prédios-prisões tombaram:

no bico os brilhos cáusticos das poeiras dos vermelhos gritos e sussurros estrelas no céu de diamantes de tristezas de pais e avós.

E os homens criaram asas e retomaram a vertiginosa aventura dos pés no chão.

Dos pés no chão.
Radesh


3o. lugar 

poema SOB O MANTO DA NOITE - Antonia Francisca Fênix

Julieta Pontes- vive em Belo Horizonte- MG, nasceu em S.Gonçalo do Abaeté - MG

Bailarina, trabalhou no Balé Klaus Vianna e no Balé Carlos Leite, na Tv Itacolomi. Aposentada, hoje é escritora, pianista e pintora.

Sob o manto da noite


Sob o manto da noite

Eu sempre me escondi

Desde criança, quando meu pai

Chegava bravo e eu tremia



Quando todos dormiam

O manto da noite me aquecia

Quando moça não amada

À noite aconchegava e dormia



Quando era amada

Cansada, a noite me embalava

Quando tudo ia mal

Debaixo do manto da noite esquecia



Quando amo sem ser amada

Sob o manto da noite não o alcanço

E quando sou amada

Sob o manto da noite o encontro

Pseudônimo: Francisca Antônia Fênix


Menção Honrosa



poema PROSA DE DUAS - Alkady

Kadydja Albuquerque Borba - Aracaju - Sergipe

jornalista e fotógrafa



poema AVANZA COMO UN REO - Emilia

Emilia Oliva - de Malpartida de Plasencia - Espanha, vive em Cáceres.

Licenciada en Filologia Românica e em Filologia Hispânica pela Universidad de
Extremadura. Professora de idiomas e colaboradora de artigos de opinião na imprensa regional, poesia, contos e microrrelatos em diferentes revistas, e atualmente faz parte do conselho editorial da revista literária En sentido figurado.Tem vários poemários publicados.



poema PALIMPSESTO - Rosmarino

Sílvia Anspach – São Paulo - SP

Professora, poeta, escritora.

Destaque


poema PARAISO: LA ÚLTIMA NOCHE - Ojísimo.

Alicia Zavola Galván - San Antonio - Texas - USA

Dramaturga, poeta, ensaísta, tradutora, escritora.



poema ME SOA DENTRO - Celacanto

Partícia Avellar Zol - Belo Horizonte - MG

Coreógrafa, bailarina, diretora de espetáculos cênicos, licenciada em Ed. Física -UFMG, pós-graduada em Yôga Aplicada pela Universidade Federal do Pará.Poeta.



poema GATO NA JANELA - Laís

Laís de Castro - São Paulo - SP

jornalista, escritora


Categoria Miniconto:

1o. lugar

SOBRE PORTAS FECHADAS E CABEÇAS ABERTAS- Lilly Falcão

Lia Abreu Falcão - Recife - PE

advogada, poeta
SOBRE PORTAS FECHADAS E CABEÇAS ABERTAS


De fonte fiável e credível, esta carta-suicida de um filólogo ante a aprovação, pelo Congresso e pelos acadêmicos, do novo acordo ortográfico entre os países lusofônicos, considerado por ele um genocídio fonético-lingüístico sem ungüentos ou antigos tremas.

"Minha última refeição será tranqüila: carne exangüe em sopa de letrinhas, com bastante tremas nos hiatos átonos. Lingüiças toscanas e um bom homógrafo, ao ponto, com circunflexo diferencial para fazer salivar até os gramáticos que me lêem. Sílabas tônicas, estupidamente geladas, para finalizar com três brindes: à brasilidade da nossa Língua e seus acentos diferenciais; ao seu freqüente bom uso e ao cio de seus amantes; à morte lépida e fagueira - jamais sóbria - dos seus poetas, trovadores, cantores e nefelibatas, enfim, aos homens de boa vontade dessa nossa terra. Ass.: José da Silva Souza Santos Müller".

Após o que (sem acento) ele para (verbo parar) ante a sede da Academia Brasileira de Letras e, tranquilamente (sem trema) caminha em direção ao presidente (sem letra maiúscula) e sem mais nem porque (sem acento) - PÔU!
Lilly Falcão


2o. lugar

SER.VIL - Giltteral

Geraldo Trombin - Americana - SP

publicitário, escritor

SER.VIL

Era letrado, escritor; jornalista; diretor executivo, editor, roteirista; produtor; locutor; bacharel; ativista cultural; pesquisador; professor; consultor; empreendedor; investidor; enólogo; cinéfilo; músico; curador; fotógrafo; atleta; apreciador de boa comida e bebida; colecionador de carrinhos Hot Wheels, latinhas de cerveja, bolachas de chope, cartões postais, relógios, gravatas, óculos de sol, selos, LPs, CDs e souvenires. Era também bonito, esguio, charmoso, elegante, sedutor, paquerador, praticante de artes marciais, artes cênicas, artes visuais, artes plásticas, artes culinárias. Nossa! Era tudo de bom! Só esqueceu do mais importante: ser humano!
g-litteral


3o. lugar - Empate entre:

LUX - Habeas Corpus
Lílian Maial - Rio de Janeiro - RJ
médica, escritora

LUX*

Por entre as coxas, sempre aquele facho de luz.

Todas as vezes que abaixava a calcinha, que ia ao banheiro, lá estava ele. Iluminava tudo ao redor, resplandecia.

Sua mãe sempre lhe dizia que deveria sossegar o facho. Será que ela sabia?

O pai, esse falava que ela tivesse modos de menina. Meninas não deveriam, então, ter facho?

Eles não faziam idéia do que era ter um facho entre as pernas.

Um dia, a mãe cismou de levá-la ao ginecologista, pela primeira vez. Não foi. Deu desculpa. Estava de chico, não poderia. Mas bem sabia que, numa ocasião qualquer, teria de ir, teria que mostrar o facho.

A avó desconfiava. Ficava rondando toda vez que faltava luz. Ia direto para seu quarto. E ela prendia a vontade o mais que podia, ficava horas. Quase rebentava. Mas não abria a guarda. O facho era seu , era segredo.

Até que conheceu o desejo. Até que se viu inundada quando aquele par de olhos lhe sugava a alma. Não teve jeito. O facho apagou. A luz se foi, um alívio! Em seu lugar, veio a febre...
Habeas corpus
                                   *lux = é a unidade de iluminamento - corresponde a incidência perpendicular de 1 lúmen em uma superfície de 1 metro quadrado.


CHUVA BRANCA - Cloé

Flávia Drummond Naves - Belo Horizonte - MG
psicóloga, psicanalista e poeta.


Chuva Branca

Menina, já moça, gostava de ir para a cozinha fazer quitutes. Das receitas da avó, o bolo era o preferido: ovos, sal, açúcar, manteiga, leite. Por fim, a farinha de trigo, tão branca a chover fininho na massa. Enquanto batia o bolo, sonhava, perguntava-se sobre o homem de sua vida, quem seria?

Tinha quinze anos. Seu cabelo era escorrido, longo e negro, em contraste com a pele branca de neve. Possuía um ar de independência e acreditava resolver sozinha todos os problemas. Gostava de percorrer a cidade “batendo pernas” aqui e ali.

Certa vez, ao virar a esquina da avenida central, avistou na rua estreita um enorme caminhão estacionado em frente à padaria. O transito estava impedido de fluir livremente e um pequeno tumulto se formava. Entre sua cabeleira negra e os pés delicados, seu corpo erguia-se provocante a invadir a calçada em direção à padaria. Ao caminhar, ela surgia inteira no frescor de suas formas que o vestido de malha tentava encobrir.

A alguns metros, sob o sol escaldante do meio dia, na poeira branca que embaçava o ar, ela viu um homem negro, grande, jovem e forte. Ele descarregava os sacos de farinha de trigo do caminhão e os levava até a padaria. Seu dorso nu deixava ver a tensão dos músculos no esforço conjunto para sustentar a farinha ensacada. A pele negra do rapaz tingia-se de branco. Sobre os seus ombros tão belos, ele carregaria o peso do mundo. Morta de calor, ela sentiu tristeza pela maldade quente do dia, o peso, o pó, a vida.

Caminhava. A uma pequena distancia estava o homem, seu olhar selvagem a percorreu inteira e pousou terno em seu rosto. Com o saco de farinha sobre as costas, ele parou para deixá-la passar. Na rua estreita, eles ficaram próximos. Tão bonito o moço, ela pensou. Constrangida e ligeira passou por ele. Adiante, escutou sua voz grave: “eu quero me enrolar nos seus cabelos...” Ele cantava, o som denso e profundo de sua voz atravessou sua carne, percorreu suas veias até o coração. O moço da pele negra enrolado em seus cabelos negros. A farinha, o fino pó branco chovia sobre seu corpo, penetrava seus poros. Sorriu, o primeiro homem de sua vida acabara de acontecer.
Cloé

Menção Honrosa


PUERTO ALGARROBO - Joaquín Ortíz
Carlos Fradkin - Entre Ríos - Argentina
escritor, aposentado.


MERCADOR DE ESTRELAS - Borboleta de Neón
Marta Helena dos Reis - Contagem - MG
professora de português, poeta e escritora


GREGOS - Lili
Eliane Accioly Fonseca - São Paulo - SP
nasceu em Araguari- MG; psicanalista, poeta, artista plástica.Vários livros publicados.


AMOR DE CHOCOLATE - Plurimarias
Delba de Avelar Menezes - Ribeirão das Neves - MG
professora, jornalista, psicóloga, escritora


Destaque


TRAIÇÃO NÃO TEM PERDÃO - Marisca
Valderez Mello Cornachione - Jundiaí - SP
psicopedagoga, adovogada, escritora


O ANJO - Jade
Mariza Trancoso - Belo Horizonte - MG
professora, artista plástica, escritora


DIBUJO - Luz de Luna
Maria Cristina Dreser - Buenos Aires - Argentina
piano, ballé clássico, escritora


PÉS DE GALINHA - Madame Mim
Maria Inês Marreco - Belo Horizonte - MG
professora, escritora


TERRA SECA FOGUEIRA ARDENTE - eNe
Neuza Ladeira - Belo Horizonte - MG
escritora, poeta, artista plástica


* * * 
AMANHÃ VOLTO COM MAIS PREMIADOS. AGUARDEM!!!
e
queridos, lembrem-se:

o I CONCURSO INTERNACIONAL DE LENDAS E POESIA MULHERES EMERGENTES
atendeu aos pedidos de prorrogação da data final, por muitos motivos tipo jogos da Copa, de futebol, viagens, etc, e assim, estamos recebendo as inscrições até dia 31 de julho de 2010.
PARTICIPEM E DIVULGUEM, POR FAVOR!!!!

bjocas,
tânia