segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Seguindo, A Saga ME - Mulheres Emergentes - Parte I . D 
 
ANO 1  No.2  Jun. Jul. Ago 90




 A saga ME 25

A história de vida de Tânia Diniz é construída sobre papeis. Suas experiências foram perpassadas por muitos deles. Sua trajetória de menina a mulher, seus desejos e fantasias, sua feminilidade e identidade
feminina, seus registros pessoais e suas relações sociais foram subvertidas à força e à imposição dos papeis.
Essa mineira de Dores do Indaiá, das Minas Gerais: professora, escritora e editora, é fundadora do Mural Poético Mulheres Emergentes, que recentemente – em novembro de 2014 – comemorou 25 anos de
existência.
O Mulheres Emergentes venceu. Superou dificuldades, desmoronou barreiras, atravessou veredas, caminhos espinhosos, mas alcançou seu objetivo: a disseminação da poesia, da cultura e do texto feminino.
Entretanto, por detrás dele, há e sempre existiu uma guerreira. Tânia Diniz fez desse projeto um objetivo de vida, abriu espaço para a poesia feminina e para novos autores.
No inicio o mural era exposto em escritórios, livrarias, universidades e outros lugares públicos.
Tânia, em entrevista, confessou que a semente que germinou a ideia da criação do Mulheres Emergentes nasceu da visita a uma exposição de poemas. Disse ela:
“Desde que tive a coragem de me expor e publicar, sentia a falta de um lugar de publicação acessível e que valorizasse a mulher. Um dia, visitando uma exposição de poemas no Savassi, vi que só havia mulheres
ali e todas com uma fala parecida com a minha.”(Entrevista em  23/01/2008)
Não posso deixar de lembrar aqui, o conto “Cinderela”, do livro O mágico de nós, (1988, p. 24), de Tânia Diniz, no qual a cinderela vivia assoberbada com as múltiplas funções domésticas: “Para si mesma não
sobrava tempo e ia acumulando vontades e necessidades”.
E porque não criar esse lugar?
Tânia tinha acabado de ler um livro de Natalie Rogers: A mulher emergente, essa foi a fonte inspiradora do nome do mural. Nasceria assim o novo espaço para os escritores emergentes.
Movida pelo espírito empreendedor, Tânia Diniz, promoveu concursos, organizou eventos, lançou livros, enfim, dinamizou com sabedoria e muito trabalho, aquele que seria hoje a coroação de um
sonho realizado.
Em 2008 o mural poético atingiu a maioridade e comemorou 18 anos com o livro Antologia ME 18. Agora, essa “bandeirante do saber” está comemorando suas Bodas de Prata com o Mulheres Emergentes,
numa união que vem constatar o valor da perseverança, da determinação, da garra e da vontade de uma mulher que sempre teve fé na força da palavra e da linguagem poética.
                                 

                                    Maria Inês de Moraes Marreco
            Escritora, professora, pesquisadora, atual Presidente da AFEMIL –BH.MG.   






MULHERES EMERGENTES, jornal editado pela poetíssima TANIA DINIZ, valoriza a produção de nossa gente que tem afinidades literárias poéticas. TANIA, sempre louvando-lhe a proficiente dedicação à causa da literatura, a que tem emprestado o fulgor do seu trabalho literário nesses 25 anos.

                                    Selmo Vasconcellos 
                               Porto Velho – Rondônia -Jornalista, poeta, escritor.





 Editorial – as editoras Tânia Diniz  e Lívia Tucci - BH
Ilustração - Monica Sartori - BH



Aliso tua crina farta ... – Helena Armond – SP / SP

Corpo ausente – Marta Gonçalves – Juiz de Fora – MG


Elegia: indo para o leito – John Donne (1572-1631) Londres – Inglaterra


O corpo da escrita – Ruth Silviano Brandão – BH


Corpvs I – Jussara Santos – BH


A esposa – conto -  Oswaldo França Jr. -  Serro -MG


Vodu – conto – Tania Diniz - BH 


Cromunicarte  - Livia Tucci 


Liberdade condicional – Olga Savary – Rio – RJ


Sexta-feira à noite -  Marina Colasanti  - Rio  RJ 


Eros – Hamilton Faria – Curitiba – PR 

Só tu - Regine Limaverde – Fortaleza – CE 


Erotismo das mãos – Violeta Horta – BH 



Editorial

A palavra revela signos e segredos, muda e desperta conceitos. Vive através dos tempos, dos mitos, em todos os ritos. Em gestos, na fala do corpo, no canto da escrita. Mantras.
                                                            As  editoras

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