A saga de Tânia Diniz e o ME

MULHERES EMERGENTES,

meu projeto de vida e de paixão, completou 25 gloriosos anos de existência em novembro de 2014.
Gosto de festejar e quero comemorar. Em novembro não foi possivel, entre outras coisas, o luto pelo meu paizinho, me impediu novas realizações...

E hoje, já mais recuperada das dores, decidi por iniciar mais esse projeto que acalento há alguns anos, como parte dos festejos - contar a criação e passagens marcantes do ME, que se mistura com a minha. Mas nada muito convencional.

Quero começar trazendo um texto do poeta e amigo português, Fernando Aguiar, para quando ME completava 20 anos.


“MULHERES EMERGENTES – UMA HISTÓRIA DE CORAGEM LITERÁRIA”



Prestes a comemorar vinte anos de existência, o projeto “Mulheres Emergentes”, criado pela poetisa Tânia Diniz em 1989 tem mantido uma dinâmica muito própria da qual fazem parte o mural homónimo, que se poderá considerar uma revista com um formato verdadeiramente original: um cartaz onde são publicados poemas e desenhos sobretudo de autoras, a quem o projeto é essencialmente dedicado, mas que também vai incluindo, aqui e ali, autores. 



Esse formato permitiu que para além de poder ser lido como qualquer outra revista literária pode também ser exposto, diversificando deste modo os potenciais leitores e permitindo uma maior divulgação dos seus colaboradores, considerando que é possível apresentá-lo por largos períodos de tempo, aberto a todos os que o queiram ler.



“Mulheres Emergentes” é também um selo editorial que tem publicado livros de poetas como Bárbara Lia, Vera Casa Nova, Wilmar Silva, Lúcia Serra, Hugo Pontes, Sílvia Anspach, Sandro Starling e Graça Graúna, para além da própria Tânia Diniz, o que representa um enorme esforço por parte da sua coordenadora, considerando todas as dificuldades por que passam as pequenas editoras, sobretudo as de poesia.



Do lote de livros publicados, faz parte a “Antologia ME 18”, que reúne poemas de quatro dezenas de autoras que ao longo dos tempos foram colaborando nas diversas edições de “Mulheres Emergentes”, e que surge para comemorar precisamente o 18º aniversário deste bem sucedido projeto literário.



Tânia Diniz tem-se desdobrado em muitas outras actividades culturais, dando palestras 

e oficinas de poesia, colocando ao serviço de todos a sua importante experiência de escritora, editora e organizadora de vários concursos internacionais de poesia,  divulgando simultaneamente o seu mural poético por todo o Brasil. O que lhe permite multiplicar por todas as pessoas que vai conhecendo e com quem vai trabalhando o gosto pelo fazer e pela criação poética.



Pelo Brasil e não só. Através do “Mulheres Emergentes”, todas estas actividades têm chegado a muitos outros países tanto de expressão portuguesa como de outras linguagens, mediante os envios que a editora faz para escritores, jornalistas e amigos nesses lugares distantes, como nas exposições em que o mural tem participado no Canadá, na Colômbia, Argentina, etc. ou através dos estudos em Universidades como a de Lisboa, a de Nantes, na França, ou na Frederictown, no Canadá.



São igualmente inumeráveis os artigos que têm sido publicados em jornais e revistas de literatura e de arte sobre “Mulheres Emergentes” e todas as actividades a ele associadas, como as palestras ou as edições, por todo o Brasil e também internacionalmente, como em Angola, Itália, República Checa, e um largo etecétera.



Mas esse caminho não tem sido fácil devido a uma contínua falta de recursos e de apoios quer públicos como privados o que, aliás, é comum a todos os projetos editoriais alternativos. Nas palavras da própria editora, “ superei todos os obstáculos inerentes – e continuo superando – obtendo sucesso, vitórias maravilhosas, e até as mais inesperadas”. Felizmente esse trabalho com todas as dificuldades associadas tem sido amplamente reconhecido, não apenas entre os seus pares, mas também através dos vários prémios com que tem sido agraciada.



Como escritora, Tânia tem publicado poemas, contos e os seus lindíssimos haicais, de onde sobressai uma extrema sensibilidade, muito feminina, na concepção desses breves

e, por isso mesmo, difíceis formas poéticas, onde se tem que dizer tudo com muito pouco. 



Globalmente, “Mulheres Emergentes” é uma bem sucedida história de coragem e de perseverança cultural de uma poetisa que não se fica pelo acto de escrever, mas que quer levar muito mais longe a sua capacidade de sonhar, de criar, e de concretizar o sonho e as palavras de todos os outros poetas que querem fazer ouvir a sua voz e que o conseguem através dos inumeráveis projectos desenvolvidos pela Tânia Diniz que, com a sua incansável capacidade de trabalho vai concretizando passo a passo todos esses ideais.



                                                   Fernando Aguiar
                                                   Lisboa - Portugal 



A história do ME se confunde com a minha de escritora  e poeta, 
TANIA DINIZ, editora-idealizadora do projeto, não há como separá-las. 
E assimtrago agora o delicioso texto da escritora, poeta, haicaista, Angela Leite de Sousa, para meu livro de haicais, A Dimensão do Instante, parte do Bashô em Nós, co-autoria com Flavio Andrade e Wilmar Silva, de 1996.


"Difícil, fugidia, a efêmera poesia dos haicais... Mas, Tânia, com seus magos dedos faz anzois e fisga no fundo do tanque de Bashô um talismã: a palavra encantada em rã, à espera do poeta que lhe devolva a forma original de verso iluminado. "


Para acompanhar toda a saga ME, navegue por este blog e sinta por você mesmo, esta história.

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